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Na terça-feira, 23 de abril, iniciamos os trabalhos da Comissão Extraordinária Permanente de Relações Internacionais, instalada neste mês, e para a qual fui eleita presidente. Essa comissão foi desmembrada nos últimos anos da Comissão dos Direitos Humanos e Cidadania, diante da importância que esta área tem não só para o desenvolvimento social, mas também econômico para esta que é uma das maiores cidades da América Latina.

Este grupo de trabalho tem entre seus objetivos estabelecer e manter relações e parcerias internacionais; acompanhar, sugerir e fiscalizar junto ao Executivo a elaboração e execução de projetos de cooperação internacional; assessorar a Câmara Municipal em contatos internacionais; participar de fóruns internacionais, debater políticas públicas para qualificar profissionalmente os cidadãos para inserção em mercados globais, atrair investimentos estratégicos para a cidade e promover São Paulo como destino turístico e centro cultural.

Logo na primeira reunião foram protocolados requerimentos para a criação de uma subcomissão permanente de cooperação e desenvolvimento São Paulo – África. Também foi decidido pelo estreitamento da relação com os países com representações consulares estabelecidas no município, bem como com as chamadas cidades-irmãs, que têm características semelhantes ou pontos e referências históricas, geográficas, econômicas ou culturais em comum.

Nosso município tem 34 cidades consideradas irmãs por meio da Lei Municipal nº 14.471/2007, entre elas, Chicago (EUA), Milão (Espanha), Lisboa (Portugal), Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile), Dubai (Emirados Árabes Unidos), Luanda (Angola), Osaka (Japão), Pequim (China), Seul (Coreia do Sul), Toronto (Canadá) e Hamburgo (Alemanha). Precisamos estabelecer, retomar ou estreitar laços com essas culturas, e a Câmara Municipal deve cumprir seu papel institucional, ressaltando as características internacionalmente conhecida de São Paulo, como as boas práticas, o dinamismo e o empreendedorismo.

São Paulo tem uma vocação enorme pelo desenvolvimento econômico e, por conta disso, devemos coloca-la de vez nos eixos da Indústria 4.0. Pretendemos realizar um seminário sobre esta 4ª Revolução Industrial, trazendo especialistas que possam mostrar alternativas de políticas públicas para que São Paulo adote e incentive a inovação nos diferentes segmentos da nossa sociedade, além de criar oportunidades e condições mais favoráveis para que o paulistano possa empreender.

No Turismo, os dados mais recentes da São Paulo Turismo, referentes a 2017, apontam que a cidade recebeu 2,7 milhões de turistas estrangeiros, índice que representa apenas 16% do total de visitantes. Este é um terreno que certamente precisa ser melhor trabalhado, por meio de iniciativas semelhantes à “Stop Over”, do Governo do Estado, que incentiva o prolongamento da estadia dos estrangeiros que vêm a negócios para São Paulo e deve injetar R$ 6,9 bilhões na economia do Estado. Atualmente, os visitantes da capital ficam quatro dias, em média, e gastam diariamente cerca de R$ 484.

Por fim, experiências internacionais podem inspirar adaptações a problemas locais, por meio da aproximação com organismos e fundos internacionais para financiamento e implementação de projetos educacionais, sociais ou culturais inovadores e escaláveis para capacitação de crianças e jovens. Também podemos trabalhar melhor questões de imigrantes e refugiados que se encontram em situações de ilegalidade ou vulnerabilidade.

As possibilidades são inúmeras. Precisamos usar a política para abrir as portas de São Paulo para o mundo. Os próximos passos, a partir de agora, incluem a realização de um bom planejamento, para que as ações desta comissão não sejam apenas protocolares e tragam um retorno adequado e efetivo, compatível com a importância de uma cidade como São Paulo. E vamos pensando em novas sugestões para construir mais pontes. Você tem a sua? Compartilhe conosco!

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