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Queridos! O assunto da vez é a calamidade que se encontram as construções na Cidade de São Paulo. Na última semana, tivemos três grandes e desagradáveis incidentes que evidenciaram o pouco caso das autoridades em relação às pontes, viadutos e prédios no nosso município.

Por que é sempre preciso esperar por uma tragédia para então se preocupar com a situação dos nossos equipamentos públicos? A comoção gerada pelo incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em setembro, alertou todo o país sobre o pouco ou nenhum cuidado que temos com a nossa história. Com o restante da infraestrutura urbana não é diferente.

Em menos de sete dias, um viaduto cedeu na Marginal Pinheiros, um buraco abriu na Ponte do Limão e um prédio ocupado pegou fogo no Centro de São Paulo. Por sorte ou milagre, ninguém se feriu em nenhum desses casos que poderiam, sim, ter custado várias vidas.

A prefeitura e as autoridades agiram rapidamente para evitar danos maiores, como a queda total do viaduto, e reduzir o impacto da mobilidade urbana nessas situações. Acompanhei de perto. Reuniões foram feitas de emergência e iniciativas foram anunciadas. Entretanto, muitas perguntas ainda ficaram em aberto e foram protocoladas na Prefeitura por meio de um ofício. São elas:

– Como é feita a manutenção das pontes e viadutos da cidade? Há algum protocolo? Em caso positivo, poderia esclarecer qual?

– A causa para que a estrutura tenha cedido já foi identificada? As fissuras encontradas no viaduto estão relacionadas?

– Conforme noticiado pela imprensa, foi aberta uma licitação para projetos de manutenção das pontes da cidade no dia 9 de novembro. Antes dessa data, quais foram as providências adotadas, em face das informações existentes de há muito sobre as condições dessas obras?

– O Comitê de Crises instalado pela Prefeitura já possui um plano de ação para solução desses problemas? Esses planos serão compartilhados com os vereadores desta cidade?

– Há relatório de vistoria das juntas de manutenção e dos aparelhos de apoio do viaduto que cedeu e dos demais viadutos da cidade?

O que se sabe é que, na capital, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) é responsável pela realização das vistorias periódicas em 185 pontes e viadutos. De acordo com os dados levantados pela pasta em 2017, 33 obras precisavam de manutenção, entre elas, a Ponte dos Remédios, mas a licitação para essas reformas foi suspensa no início de novembro pelo Tribunal de Contas do Município. No entanto, estudo realizado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco) consta que o número de pontes e viadutos que necessitam de intervenção chega a 73.

Independentemente da quantidade de intervenções necessárias, a administração só gastou 5% do previsto com manutenção de viadutos e pontes. A previsão de gastos para 2018 era de R$ 44,7 milhões, mas a até pouco mais de 40 dias para o final do ano haviam sido gastos R$ 2,4 milhões, segundo dados de execução orçamentária do município.

O fato é que precisamos olhar mais para a nossa Cidade. Olhar com carinho, com atenção e com crítica. Precisamos fazer um pente fino não só nas pontes e viadutos que estão caindo, mas também nos diversos prédios ocupados no centro da Cidade e terrenos invadidos em condições precárias ou áreas de risco, nos córregos a céu aberto e depósitos de lixo irregulares, nos postos de saúde e hospitais sem médicos ou medicamentos.

São tantas coisas que precisam de cuidados, e as dimensões de São Paulo tornam essa ação preventiva um grande desafio. Para isso, dependemos de um zelo maior das nossas autoridades, mas também precisamos fazer a nossa parte. Fiscalizar é um papel dos vereadores e também dos cidadãos. Vamos ser os verdadeiros embaixadores da mudança que nossa Cidade tanto precisa! Se cada um sair por sua região, verificar o que há de errado e notificar as autoridades, certamente teremos uma cidade mais segura e eficiente.

2 comments

  1. 7 de novembro de 2018 at 13:08
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